Embaixada reúne em Brasília diretores e responsáveis pelo ensino da língua italiana no Brasil

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Participantes do encontro realizado sábado em Brasília (Foto Redes Sociais)

“O grande mérito desse encontro foi o de proporcionar aos que operam no setor um conhecimento recíproco mais aprofundado” disse o vice-presidente do CCIPRSC – Centro de Cultura Italiana Paraná Santa Catarina, Domingos José Budel, ao voltar daquela que foi batizada “Primeira Reunião de Coordenação do Sistema Itália no Brasil no âmbito Cultural”, realizada em Brasília, sábado último (25/03), sob convocação do embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini. O encontro aconteceu na sede da Embaixada e, conforme se viu nas redes sociais, tinha como um dos apelos tranformar “italiófilos” em “italiófonos”.

A reunião fora convocada e comunicada aos interessados com alguma antecedência, mas apenas no dia anterior (dia 24) é que dela foi dado conhecimento público, através do site da própria embaixada. Mesmo assim dela participaram os chamados “Entes Gestores”, que recebem subvenção do governo italiano para o ensino da língua italiana, além de algumas escolas e leitoras italianas junto a universidades brasileiras.

“Saímos de lá – disse Budel – com a impressão de que os recursos do governo [italiano] ao ensino da língua italiana vão acabar”, e por isso fomos instados a “procurar soluções criativas”. O CCIPRSC é o segundo “Ente Gestor” do Brasil com o maior número de alunos matriculados: em torno de 6.400 alunos (no passado ostentava números bem maiores), entre menores e maiores de idade. O primeiro é a Fecibesp, de São Paulo.

Domingos José Budel, vice-presidente do CCIPRSC (Foto Desiderio Peron)

Além do CCI e da Fefibesp (representada por Giampaolo Bonora e Patrizia Riga), participaram do encontro, segundo Budel, Vanda Andreoli (Alcies, de Vitória-ES) e Alessandro Frontera (Icif, de Fortaleza); os professores Cecília Casini (USP), Umberto Casarotti (Fundação Torino, BH), Rosalba Principato (UFMG) e Roberta Barni (Associação Brasileira de Professores de Italiano), e Paola Capraro, do Instituto Eugenio Montale (SP); mais as professoras leitoras universitárias Andreina Di Vittori (Brasília), Annamaria Carroli (SP), Fabio Pesaresi (RJ) e Rosalba Principato (BH); o diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Renato Poma; o diretor escolar no Brasil Augusto Belon, os cônsules italianos em São Paulo (Michele Pala), no Rio de Janeiro (Riccardo Battisti), em Porto Alegre (Nicola Occhipinti), em Curitiba (Enrico Mora), em Belo Horizonte (Aurora Russi) e em Recife (Gabor De Zagon). Pela embaixada da Itália no Brasil, além do embaixador Bernardini, participaram o ministro conselheiro Filippo La Rosa; o chefe do setor cultural Alessandra Crimi e o chefe da chancelaria consular Giuseppe Patanè.

Embora convidada, não compareceu – ainda segundo Budel – a presidente da Acirs do Rio Grande do Sul, Maria Cristina Franceschi. Também não esteve presente a Dante Alighieri de SP, Assim como a Dante Alighieri de Curitiba, entre outras tradicionais escolas de italiano que, ao que se sabe, não chegaram a ser convidadas.