Mais de cem empresários italianos vêm ao Brasil dias 24 e 25 em busca de novos negócios

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O subsecretário italiano do Desenvolvimento Econômico, Ivan Scalfarotto (Foto Wikipedia)

Agronegócio, ambiente, energia, automobilístico, aeroespacial, tecnologia da informação, infraestrutura e comunicação. Estes os setores que movimentam os interesses empresariais da Itália e do Brasil nas próximas quinta e sexta-feira (24 e 25/11), no embalo de uma missão empresarial italiana com mais de cem integrantes, segundo anuncia a  ITA – Italian Trade Agency (Agência para a Internacionalização das Empresas Italianas/Departamento para a promoção de intercâmbios da Embaixada da Itália).




A missão será desenvolvida em duas etapas: a primeira, em São José dos Campos, dedicada a promover ideias e propostas de colaboração industrial entre Brasil e Itália no setor aeroespacial; a segunda, em São Paulo, com a realização de um fórum econômico seguido de mesas redondas dedicadas aos setores do agronegócio, ambiente/energia, automobilístico, infraestrutura e tecnologia da informação e comunicação.A Missão é o maior encontro de negócios do ano promovido pela Itália e está sendo chefiada pelo subsecretário do Desenvolvimento Econômico, Ivan Scalfarotto. Ela foi acertada  durante o encontro realizado entre os mandatários do Brasil e Itália, por ocasião da última reunião de Cúpula do G20, na China.

A missão multi setorial econômica italiana é composta pelos líderes de algumas das mais importantes empresas italianas  e, além de Ivan Scalfarotto, conta também com as presenças da vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria Italiana (Confindustria), Licia Mattioli; do diretor do Comitê de Internacionalização da Associação Italiana de Bancos (ABI), Guido Rosa; e do diretor do departamento da ITA para a Coordenação da Promoção do Made in Italy, Giovanni Sacchi. O evento conta com o apoio da Fiesp-Ciesp, Banco do Brasil, Febraban e das Agências Espaciais do Brasil e da Itália, envolvendo todo o chamado Sistema Itália (rede de instituições italianas, coordenadas pela Embaixada da Itália, que reúne, além da própria ITA, os consulados e a Banca Central Italiana). O reforço das relações econômicas entre os dois países e o debate sobre comércio internacional, investimentos e oportunidades de negócios para as empresas de ambos os países são os objetivos principais.

Em São José dos Campos, o encontro empresarial acontecerá no Parque Tecnológico, enquanto que em São Paulo, o fórum econômico será desenvolvido, das 8h30min às 14hs, seguindo-se almoço de relacionamento, nas dependências do Hotel Renaissance.

NUMEROS – Segundo o Instituto Italiano de Estatísticas (Istat), os registros comerciais entre Brasil e Itália durante o ano passado alcançaram o valor de 7,8 bilhões de dólares, e colocam o Brasil como o principal parceiro comercial dos italianos na América Latina. Para os brasileiros, a Itália é o segundo principal parceiro comercial na Europa, depois da Alemanha, representando 2,2% de todo o comércio transacionado pelo Brasil.

Ainda segundo a mesma fonte, entre 2010 e 2015, as exportações italianas para o Brasil registraram uma média anual de 5,9 bilhões de dólares. Mais da metade das exportações italianas para o Brasil (57%) são compostas por maquinários e produtos de elevado conteúdo tecnológico. No segmento de bens de capital, em particular, a Itália é o quarto principal fornecedor do Brasil, com uma quota de 7,8% do total das importações brasileiras na área.

Em contrapartida, segundo os dados do Istat, o Brasil fornece à Itália minérios, couro, madeira e materiais fibrosos, além de chá, café e especiarias. No ano passado, essa dinâmica comercial favoreceu a balança comercial italiana em 727 milhões de dólares.

Conforme divulga a ITA citando o Censo de Capitais Estrangeiros no país realizado pelo Banco Central do Brasil, no que se refere aos investimentos diretos estrangeiros a Itália possui o oitavo (17,1 bilhões de dólares) maior estoque de capitais investidos no Brasil, divididos entre os setores de informação e comunicação (34,9%), indústrias extrativas e de transformação (26,1%), energia e gás (21,8%), transporte e armazenagem (6,3%) e outros (10,9%).