Matafora responde Fanganiello: “Não tenho receio algum de ser chamado pela Justiça”. E afirma não entrar na estratégia de campanha agressiva

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Pascoale Matafora (Foto Cedida)

“Não tenho receio algum de ser chamado pela justiça, pois no momento oportuno apresento o que for necessário para provar o equívoco de uma afirmação frágil e descabida”, disse o candidato Pasquale Matafora (PD), em resposta à nota do também candidato Walter Fanganiello Maierovitch (LeU) anunciando processo judicial contra ele.

“Devo ressaltar – disse Matafora a Insieme, momentos após a publicação da nota de Fanganiello – que tenho uma trajetória idônea e transparente de 26 anos de trabalho na Embaixada Italiana pelos cidadãos italianos no Brasil e, em hipótese alguma, entrarei na estratégia de campanha agressiva, ofensiva ou de falácias, não é de meu perfil ser deselegante com qualquer pessoa por qualquer motivo”.

Dizendo que nunca foi filiado a partido político ao longo de toda sua carreira como magistrado e que também nunca foi político Fanganiello refutou veementemente a pecha de “comunista radical” e anunciou que, terminadas as eleições, vai processar os também candidatos Antonio Laspro e Pasquale Matafora. O primeiro, que concorre pelo Maie – Movimento Associativo Italiani all’Estero, por chama-lo de “comunista”; o segundo, por se apresentar como co-fundador e membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais Giovanni Falcone.PaPas

“Matafora não sabe onde e por quem foi fundado o IBGF – escreveu Fanganiello – do contrário, não se atreveria a fazer tal menção” – escreveu Fanganiello, ao que Matafora responde: “Talvez pelo cansaço e tensão da campanha o candidato tenha esquecido de alguns fatos do passado”. Eis a nota, na íntegra, do candidato Matafora:

“Me manifesto em função de ter meu nome citado pelo candidato Walter Fanganiello nestas eleições.  Devo ressaltar que tenho uma trajetória idônea e transparente de 26 anos de trabalho na Embaixada Italiana pelos cidadãos italianos no Brasil e, em hipótese alguma, entrarei na estratégia de campanha agressiva, ofensiva ou de falácias, não é de meu perfil ser deselegante com qualquer pessoa por qualquer motivo.

Meu desejo é defender nossos interesses no Parlamento Italiano e fortalecer a nossa comunidade e coletividade. Talvez pelo cansaço e tensão da campanha o candidato tenha esquecido de alguns fatos do passado.

Não tenho receio algum de ser chamado pela justiça, pois no momento oportuno apresento o que for necessário para provar o equívoco de uma afirmação frágil e descabida. O momento agora é de serenidade, seriedade, honestidade nas propostas e foco nas eleições.

Pretendo continuar ao longo desta estrada, com esses valores, enfrentando os problemas do mundo contemporâneo, de acordo com os ideais de liberdade e participação que distinguem a nossa amada democracia.”