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Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2009, 17h24

Insituto Franco Basaglia promove exposição

© Joana Paloschi - Insieme/ RS

u PORTO ALEGRE - RS - O Instituto Franco Basaglia, no Rio de Janeiro, realiza a 4ª Mostra de Artes Visuais No Centro da Vida, no Espaço Cultural do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, até o dia 3 de março.

Com curadoria de Helio Branco e Lula Wanderley, a exposição reúne trabalhos criados nas oficinas de artes visuais dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) conduzidas por cinco artistas contemporâneos: Cláudio Cambra, Edmilson Nunes, Jorge Duarte, Marcos Cardoso e Ronald Duarte.

Franco Basaglia era médico e psiquiatra, e foi o precursor do movimento de reforma psiquiátrica italiano conhecido como “Psiquiatria Democrática”. Nasceu no ano de 1924 em Veneza, Itália, e faleceu em 1980.

Após a 2ª Guerra Mundial, depois de 12 anos de carreira acadêmica na Faculdade de Medicina de Padova, ingressou no Hospital Psiquiátrico de Gorizia. No ano de 1961, quando assumiu a direção do hospital, iniciou mudanças com o objetivo de transformá-lo em uma comunidade terapêutica.

Sua primeira atitude foi melhorar as condições de hospedaria e o cuidado técnico aos internos em Gorizia. Porém, à medida que se defrontava com a miséria humana criada pelas condições do hospital, percebia que uma simples humanização deste não seria suficiente. Ele notou que eram necessárias transformações profundas tanto no modelo de assistência psiquiátrica quanto nas relações entre a sociedade e a loucura.

Após a leitura da obra do filósofo francês Michel Foucault "História da Loucura na Idade Clássica", Basaglia formulou a "negação da psiquiatria" como discurso e prática hegemônicos sobre a loucura. Ele não pretendia acabar com a psiquiatria, mas considerava que apenas a psiquiatria não era capaz de dar conta do fenômeno complexo que é a loucura.

A partir de 1970, quando foi nomeado diretor do Hospital Provincial na cidade de Trieste, iniciou o processo de fechamento daquele hospital psiquiátrico.

Em Trieste, promoveu a substituição do tratamento hospitalar e manicomial por uma rede territorial de atendimento, da qual faziam parte serviços de atenção comunitários, emergências psiquiátricas em hospital geral, cooperativas de trabalho protegido, centros de convivência e moradias assistidas.

Em 1973, a Organização Mundial de Saúde (OMS) credenciou o Serviço Psiquiátrico de Trieste como principal referência mundial para uma reformulação da assistência em saúde mental.

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