“A Comédia das Panelas” tem pré-estreia nacional nesta sexta e sábado em Curitiba

0
261
Integrantes do grupo "Arte da Comédia" no encerramento do espetáculo "Tres Vezes Pirandello". (Foto Desiderio Peron / Revista Insieme)

O grupo “Arte da Comédia” realiza neste fim de semana, em Curitiba, a pré-estreia nacional de seu novo espetáculo: “A Comédia da Panela”. O evento acontecerá sexta e sábado (28 e 29), com início às 20 horas, nas dependências da Sociedade Amigos da Cultura Ucraniana, seguindo-se festa julina.

A comédia é uma das 21 peças sobreviventes do dramaturgo romano Tito Maccio Plauto, que viveu entre os anos 230 e 180 antes de Cristo. O local fica na Rua Brigadeiro Franco, 374, bairro Mercês.

A programação anunciada para a sequência que irá até dezembro próximo, fala em “espetáculos de teatro e música, oficinas de diversas áreas como teatro para crianças, jovens e idosos, teatro para executivos, dança, hiphop, expressão corporal, exibição de filmes, exposições e gastronomia”, entre outras atrações.

Denominado “Ação Arte”, o evento foi criado e organizado pelos produtores e diretores teatrais Thadeu Perrone Produções Artísticas e Roberto Innocente, de Arte da Comédia Produções, em parceria com a Sociedade Amigos da Cultura Ucraniana.

O italiano Innocente vem de uma temporada em que levou para praticamente toda a Região Metropolitana de Curitiba a peça “Três Vezes Pirandello”, reunindo três curtos episódio do autor italiano cujo nascimento, em 28 de junho último, foi comemorado (150 anos). Mais informações sobre o novo espetáculo podem ser obtidas através do telefone 041 3022-7903 e 99636-2133.

“A Comédia da Panela”, ou “Aulularia” foi escrita no período de maturidade de Plauto e inspirou a obra “O Avaro”, de Moliere. Na Wikipedia está um resumo da obra: “Euclião, um velho avarento e sovina, esconde uma marmita cheia de ouro em casa, enquanto finge ser pobre. Megadoro é um rico senhor que deseja tomar a filha de Euclião em casamento. Euclião, muito desconfiado ainda, resiste mas acaba por aceitar, desde que Megadoro abra mão do dote que tradicionalmente o pai da noiva deve ofertar ao noivo. Megadoro concorda. Entretanto, acontecem várias peripécias em casa de Euclião, pois Megadoro manda cozinheiros para preparar o festim, mas este escorraça-os de casa com medo que lhe levem a marmita. Então Euclião decide que tem de guardá-la noutro local mais seguro e esconde-a no templo da Boa-Fé. O que este não sabia era que Estrobilo, escravo de Licónides, sobrinho de Megadoro, tinha estado a ouvir as suas divagações e vai daí, entra no templo para roubá-la a fim de conseguir comprar a sua liberdade. Euclião encontra-o e dá-lhe uma sova.

Como este local já estava descoberto decide guardá-la no bosque de Silvano, porém Estrobilo, que tinha escutado o monólogo de Euclião, adianta-se e chega ao bosque primeiro, aguardando para saber onde o velho iria esconder a marmita. Quando o velho vai embora, Estrobilo rejubila-se de alegria pois com o ouro da marmita poderá comprar sua liberdade. Entretanto, Liconides, sobrinho de Megadoro violara muito antes a filha de Euclião, Fedra, que oculta do pai e do noivo o fato de que está prestes a dar à luz) decide revelar o seu segredo e pedir Fedra em casamento. Vai falar com o velho, mas as conversas entrecruzam-se e confundem-se, pois o velho pensa que ele tem a sua marmita quando na verdade o rapaz está a falar de Fedra. Ou seja, Liconides confessa o crime de ter violado a filha do homem, mas Euclião entende que a confissão trata de sua marmita”.