Intercomites: Daniel Taddone contradiz Renata Bueno e afirma: “Nós queremos a guerra”

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“Estamos cansados do armistício, queremos a guerra” disse enfático o presidente do Comites – Comitato degli Italiani all’Estero do Recife, Daniel Taddone, ao se apresentar durante a reunião conjunta do Comites Paraná/Santa Catarina e Intercomites, sábado, dia 19, em Curitiba, na sede da Società Giuseppe Garibaldi.

É diferente do que disse a deputada – completou Taddone, ao falar após rápida intervenção de Renata Bueno – “nós queremos a guerra porque as filas [da cidadania], os abusos dos consulados, devem acabar de uma vez por todas”

Falando na abertura, a deputada Renata Bueno expôs que os recursos prometidos aos consulados, oriundos da “taxa da cidadania” à proporção de 30% do que vem sendo cobrado há já três anos, continuam sendo prometidos mas ainda dependem – segundo ela – de regulamentação. Disse também que, com as mudanças havidas no Maeci – Ministero degli Affari Esteri e della Cooperazione Internazionale, agora existem perspectivas melhores para breve, tanto na questão dos passaportes quanto no das ‘filas da cidadania’, e informou que ela e os demais parlamentares batalham “diariamente” por isso, até porque a legislatura está caminhando para o fim e há a pretensão de apresentar soluções.

Como representantes dos italianos no exterior junto ao Parlamento, os parlamentares, segundo Bueno, têm obrigação de lutar pelas reivindicações de seus representados. “Mas não quero e não podemos declarar guerra”, disse ela, pois “a gente entende todo o problema diplomático consular e da falta de pessoal”.

À forma branda com que Renata Bueno abordou rapidamente dois dos maiores problemas da comunidade ítalo brasileira da atualidade respondeu, em seguida, incisivo, o presidente do Comites do Recife, Daniel Taddone: “Nós estamos cansados do armistício, queremos a guerra. É diferente do que disse a deputada. Nós queremos a guerra porque as filas, os abusos dos consulados, devem acabar de uma vez por todas”.

Taddone, que já foi funcionário consular em São Paulo e no Recife, onde vive atualmente, continuou para dizer que “infelizmente, nossos representantes não nos defendem como deveriam. Creio que todos nós devemos fazer a guerra neste sentido. Assim, eu os convido à guerra, não ao armistício. O armistício existe há 30 anos, e devemos colocar imediatamente fim nele. Convoco-vos à guerra”.

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