BM&F sedia encontro de Correspondentes Estrangeiros com participação de representantes do Tesouro Nacional, Banco Central, CVM e BEST

u SÂO PAULO-SP – A Bolsa de Mercadorias & Futuros sediou, na segunda-feira, dia 22 de maio, encontro de jornalistas correspondentes estrangeiros, que discutiram o tema ‘Brasil: Agronegócio e Investimentos Externos’. Como parte da programação, foram apresentadas aos jornalistas, em reunião-almoço, as iniciativas que vêm sendo tomadas no âmbito do chamado BEST – Brazil Excelence in Securities Transactions’, que reúne a Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a Bovespa e a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), com parceria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central e do Tesouro Nacional, com o objetivo de divulgar o mercado financeiro e de capitais brasileiro para investidores estrangeiros.

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Na abertura do encontro, pela manhã, o presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, destacou que, embora nem todos os mercados da Bolsa possibilitem a liquidação das operações e o depósito de garantias no exterior – atualmente, essa autorização existe apenas para os futuros agropecuários – e o Brasil ainda não seja considerado ‘investment grade’, cerca de 20% do estoque de contratos em aberto na BM&F já está nas mãos de investidores não-residentes.

Cintra Neto informou que a Bolsa de Mercadorias & Futuros vem se preparando para essa fase de abertura total dos mercados, tanto com a manutenção de escritórios de representação fora do País – Nova Iorque e Xangai – quanto pela qualificação de suas corretoras, por meio de programa específico que vem sendo implantado desde o ano passado. “A BM&F vem se preparando para competir globalmente e para receber mais investidores estrangeiros”, disse, citando como exemplo de avanço nessa área o reconhecimento formal por parte da CFTC (Commodity Futures Trading Commision) da adequação dos sistemas de registro, negociação e liquidação das operações da BM&F aos padrões de qualidade internacionais e a autorização do governo chinês para que empresas daquele país possam realizar operações de hedge na BM&F.

Na programação do almoço, as estratégias de divulgação dos mercados nacionais via BEST foram detalhadas pelo secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, pelo diretor de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, e pelo diretor da Comissão de Valores Mobiliários, Sérgio Weguelin. Participaram do encontro representantes das principais agências de notícias do mundo, jornais e revistas.