Diante de “alarmes”, Merlo levanta a voz: Enquanto o Maie estiver no governo, nenhum limite ao ‘ius sanguinis’. Também o ‘ius soli’ não terá passagem

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“Não permitiremos que sejam impostos limites à cidadania italiana por direito de sangue enquanto o Maie estiver no governo”, reafirma o senador Ricardo Merlo, reconduzido ao posto de subsecretário das Relações Exteriores e Cooperação Internacional no governo Conte-Bis. A afirmação enfática consta de nota à imprensa distribuída na tarde de hoje pelo partido do qual Merlo é presidente, o ‘Movimento Associativo Italiani all’Estero’.

“Reitero que nenhuma limitação ao ‘ius sanguinis’ [acontecerá] enquanto o Maie estiver no Executivo”, diz a nota, citando o conteúdo de entrevista telefônica de Merlo ao site ‘Italia Chiama Italia’, que tem se distinguido como uma espécie de porta-voz do senador Merlo.

“Como italiano no exterior, filho de emigrado, sinto na pele os problemas de nossos italianos no mundo – diz ainda a nota redigida em espanhol e em italiano, atribuindo tais declarações a Merlo – e a questão da cidadania interessa a muitos de perto. Por isso, reasseguro: como Maie não permitiremos que possam ser impostos limites à cidadania italiana por direito de sangue; é uma coisa que nunca acontecerá com o Maie estando no governo”.

“Digo mais – aduz também a nota – não haveremos de permitir jamais nem mesmo o ‘ius soli’ para estrangeiros na Itália. A cidadania italiana deve ser conquistada, não presenteada”.

Segundo a nota do Maie, repetindo o texto publicado, “observa-se nas redes sociais uma certa preocupação dos concidadãos no exterior, alimentada também por tanta desinformação conduzida”, no sentido de difundir a ideia de que “este governo tem a intenção de colocar fortes limites ao reconhecimento da cidadania ‘ius sanguinis’”.

Segundo a nota, Merlo foi contatado pelo site telefonicamente e assegurou que “a questão da cidadania interessa diretamente a muitos concidadãos; entendo a preocupação deles diante de certos alarmes injustificados”. Perguntado se considerava tais alarmes falsos, Merlo teria respondido:“Uma coisa precisa ser clara para todos: enquanto o Maie fizer parte do governo não haverá limitações ao reconhecimento da cidadania ‘ius sanguinis”.

Na íntegra, a nota do Maie está assim redigida em italiano:

Si osserva sui social network una certa preoccupazione da parte dei connazionali all’estero, alimentata anche da tanta disinformazione pilotata. Di che si tratta, questa volta?

 C’è chi spaccia per certa l’idea che questo governo abbia intenzione di porre forti limitazioni al riconoscimento della cittadinanza ius sanguinis. Ma qual è la verità?

 Per capirne di più, ItaliachiamaItalia ha voluto sentire colui che certamente più di ogni altro rappresenta gli italiani all’estero all’interno del governo italiano.

 Ricardo Merlo, Sottosegretario agli Esteri, fondatore e presidente del MAIE, figlio di emigrati, conosce bene i temi che più interessano da vicino i nostri connazionali. E quello della cittadinanza è certamente tra questi.

 Raggiunto telefonicamente da ItaliachiamaItalia.itMerlo assicura: “Quella della cittadinanza è una questione che interessa direttamente tanti nostri connazionali. Capisco la loro preoccupazione di fronte a certi allarmi, per giunta ingiustificati”.

 Vuol dire che si tratta di un falso allarme? “Una cosa deve essere chiara a tutti – replica Merlo -: fino a quando il MAIE farà parte del governo non ci sarà alcuna limitazione al riconoscimento della cittadinanza ius sanguinis”

 Eppure in tanti temono che verranno posti dei limiti… “Lo ribadisco – dichiara il Sottosegretario – nessuna limitazione allo ius sanguinis fino a quando il MAIE sarà nell’esecutivo; da italiano all’estero, figlio di emigrati, sento sulla mia pelle le problematiche dei nostri italiani nel mondo e la questione della cittadinanza tocca molti da vicino. Quindi mi sento di rassicurarli: come MAIE non permetteremo che possano essere imposti dei limiti alla cittadinanza italiana per diritto di sangue; è qualcosa che con il MAIE al governo non avverrà mai. Dico di più: non permetteremo mai neppure lo ius soli per gli stranieri in Italia – conclude il senatore -: la cittadinanza italiana va conquistata, non si regala”.