Eleições Italianas: É baixo até aqui o retorno do material eleitoral aos Consulados em todo o Brasil. Há preocupação entre os candidatos

CURITIBA – PR – A participação dos ítalo-brasileiros nas eleições políticas italianas poderá ser a mais baixa até aqui registrada e frustrar as esperanças de levar ao Parlamento italiano algum representante. Até o final da tarde desta segunda-feira (18/02/2013, três dias antes do encerramento do prazo oficial para a recepção dos votos, menos de 15% das correspondências tinham retornado ao Consulado da Itália em Curitiba; até sexta-feira última, segundo informava o candidato ao senado pelo Maie, Walter Petruzziello, esse índice não chegada a 8%.

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Segundo ele, a situação era semelhante em outras circunscrições consulares. “São Paulo, segundo informações que tenho, mal chega também a 20%”, disse Petruzziello. Em todo o Brasil, menos de 300 mil cidadãos italianos ou ítalo-brasileiros com dupla cidadania estão aptos a votar. Embora o curto período eleitoral, todos os candidatos realizaram grande esforço no sentido de motivar os eleitores a participar do processo. O voto não é obrigatório, mas nas últimas eleições o índice de participação foi superior a 50% na Circunscrição Consular de Curitiba.

Pouco antes, também à tarde, a candidata Renata Bueno (Câmara – Usei), distribuía, através de sua assessoria de imprensa, um comunicado a título de “sugestão de pauta” em que informava que “apenas 20% dos eleitores votaram até agora para o Parlamento Italiano”. E acrescentava que “cidadãos italianos que moram na América do Sul ou pessoas com dupla cidadania têm até esta quinta-feira (21) para votar nas eleições do Parlamento Italiano”.

Na verdade, o prazo do dia 21, às 16 horas, é para a chegada na sede consular dos votos enviados por eleitores, seja através de entrega direta, seja através dos Correios. Como ocorre em toda a Circunscrição Eleitoral do Exterior, o material eleitoral foi enviado para a residência dos eleitores cadastrados nos Consulados através de correspondência e o voto, lacrado em envelope pré-pago e já endereçado, pode ser devolvido via correio ou diretamente. É, portanto, o baixo índice de retorno até aqui verificado que está preocupando os candidatos. “Se continuar assim, isso não será suficiente para eleger nenhum candidato residente no Brasil”, raciocinava Petruzziello.

Em todo o mundo, cerca de quatro milhões de cidadãos italianos estão elegendo 12 deputados e 6 senadores – 4 deputados dos quais e 2 senadores competem à seção eleitoral da América do Sul, cujo maior colégio eleitoral é a Argentina, com cerca de 600 mil, seguindo-se o Brasil.

Segundo a redação do serviço on line da revista Insieme apurou, o deputado ítalo-argentino Ricardo Merlo estava propenso a solicitar às autoridades italianas a prorrogação do prazo de entrega do material eleitoral. Principalmente no Brasil, esse trabalho foi, segundo calcula, prejudicado pelos feriados (oficiais ou não) das festas carnavalescas.

O material eleitoral foi enviado através do processo Sedex, dos Correios. O envelope-resposta, embora pré-pago, não tem a mesma categoria pode ser processado como carta comum, isto é, com uma demora de entrega ao destinatário final superior àquela garantida pela categoria Sedex. Assim, se o eleitor postar nestes últimos dias, seu voto pode não chegar dentro do prazo estabelecido e, a prevalecer a regra fixada, será inutilizado, mesmo que, tecnicamente, fosse possível e tempestiva uma segunda remessa em avião para o destino final, que é Roma.