“Librizzi pediu demissão por motivos pessoais”, diz cônsul geral em Curitiba, Riccardo Battisti

CURITIBA – PR – O Cônsul Geral da Itália em Curitiba, Riccardo Battisti, ouvido pela revista Insieme sobre os fatos que envolvem o vice-consulado honorário de Florianópolis, assegura que não tem conhecimento de nenhuma denúncia formal e que “jamais ocorreu uma falha de vigilância” por parte do Consulado. A entrevista de Battisti é publicada com destaque na edição de julho (número 127) da revista, que torna pública uma carta do jornalista e historiador italiano Franco Gentili, de Florianópolis-SC, endereçada ao ministro das Relações Exteriores do governo italiano, Franco Frattini. Na carta, Gentili pede que os fatos, que diz serem de domínio público, sejam investigados, incluindo a ” culpa in vigilando”  do Cônsul Geral.
Segundo disse o Cônsul Geral ao editor da revista Insieme, “Nós estamos fazendo as verificações porque é normal que as façamos sobre todos os processos que ficaram em aberto a partir do momento em que Librizzi pedia demissão”. Ainda conforme explica Battisti, “não existe nenhuma ligação com a demora da nomeação do novo cônsul honorário, porque aquele é um procedimento autônomo e independente”. O texto publicado pela revista é, na íntegra, o seguinte, tanto em língua portuguesa quanto italiana:

u “LIBRIZZI PEDIU DEMISSÃO POR MOTIVOS PESSOAIS”

O CÔNSUL GERAL RICCARDO BATTISTI AFIRMA QUE NÃO TEM CONHECIMENTO DE NENHUMA DENÚNCIA FORMAL E QUE A SITUAÇÃO É NORMAL 
Afirmando não ter conhecimento da carta-denúncia endereçada ao ministro Franco Frattini, das Relações exteriores, o cônsul geral da Itália em Curitiba, Riccardo Battisti, assegura a Insieme que a demissão do cônsul honorário de Florianópolis-SC, Ezio Giannino Librizzi, deu-se por motivos pessoais e que se forem apurados fatos que possam ser considerados crimes, estes serão encaminhados à polícia. A revista perguntou a Battisti, entre outras coisas, se ele tinha conhecimento da carta-denúncia; o que ele tinha a dizer sobre a acusação de “culpa in vigilando”; se  recebeu algum tipo de informação sobre o que estava ocorrendo em Florianópolis; se e quando determinou algum tipo de investigação e se o fato bloqueia as novas nomeações. Após receber as perguntas, o cônsul Battisti procurou o editor da revista para dizer que não tinha “muito para responder” porque “não tenho conhecimento de uma carta-denúncia”.
Entretanto, o cônsul concordou em dar resposta “em termos gerais”. O diplomata assegurou que “nós controlamos permanentemente os consulados honorários” e que “jamais ocorreu uma falha de vigilância”. O cônsul honorário Librizzi “demitiu-se – disse – por motivos pessoais. Portanto, confirmo-lhe que sua demissão foi justificada por razões de ordem pessoal”. Mais adiante, Battisti se referiu a casos “que nós julgamos não administrados de maneira correta ou regulamentar” mas, segundo ele, “mais que por parte do sr. Librizzi, por algum colaborador seu”. Sobre isso, entretanto “estamos já há algum tempo, investigando”, disse o cônsul.  Battisti explicou que “o relacionamento com os cônsules honorários é de confiança” e que, no caso de Librizzi, “há algum tempo já eu percebia que ele estava muito ocupado com seus negócios, com suas atividades privadas e, portanto, eu não estava muito satisfeito sobre a forma como ele acompanhava para nós certas questões. Isso também poderia tê-lo levado a se demitir”, completa o cônsul, advertindo que “não existe uma relação direta entre essas coisas”.  Battisti explica que, com a demissão apresentada, começou a procurar um sucessor. Recebeu as candidaturas e propôs ao MAE o nome de Attilio Colitti, que recebeu o parecer favorável da Embaixada e que está agora em Roma para as verificações de praxe que demoram algum tempo.
“Se eles me disserem que tudo está em ordem, eu poderei nomear o novo vice cônsul honorário de Florianópolis”, afirmou o cônsul. Na conversação mantida com o editor da Revista, Battisti assegurou que “oficialmente, não existe nenhuma investigação em andamento e também não recebi nenhuma instrução de Roma sobre isso.” Entretanto, quando um cônsul honorário sai,  “é necessário fechar com ele toda uma série de papéis administrativos, de contabilidade, de outras coisas”. Por isso, depois que aceitou a demissão de Librizzi, “estamos verificando com meus setores competentes toda uma série de operações, de processos que eles estavam administrando”.  O cônsul disse que enviou a Florianópolis seu vice, Vittoriano Speranza, juntamente com outra funcionária, os quais recolheram toda a documentação, como é normal. Foram feitos contatos com diversos interessados, alguns casos já foram resolvidos, outros ainda estão sob investigação.  Battisti explica que “existem posições diferentes, há pessoas que protestaram porque seu processo estava parado, há pessoas que afirmaram já ter feito pagamentos que a nós, numa primeira vista, não constavam… estamos verificando enfim, mas é uma ação interna”. Perguntado diretamente sobre eventuais casos de desvio de dinheiro, conforme a denúncia, o cônsul repetiu: “não tenho conhecimento formal desse documento. Tenho conhecimento de alguns protestos, de algumas pessoas que maneiras diversas manifestaram ao Consulado Geral sua posição, sua preocupação, em alguns casos alguns diziam que os papéis de seu processo foram perdidos ou não obtiveram resposta, enfim, um pouco de confusão que sempre existe nos casos em que um cônsul honorário, de um dia para outro, se demite, deixando uma quantidade de coisas por fazer que ficaram em aberto. Mas nada mais que isso”.
Battisti, entretanto, deixou bem claro que se forem encontrados fatos que mereçam, ou “se ocorrerem denúncias escritas, obviamente assinadas e circunstanciadas, isto é, com detalhes e elementos concretos a serem investigados, nós seremos os primeiros a dar seguimento inclusive eventualmente informando as autoridades competentes, que são as autoridades policiais de Santa Catarina, porque a competência de casos assim é deles”. O objetivo, segundo Battisti, é ter a situação completamente esclarecida antes de entregar o cargo ao novo cônsul honorário. Enquanto isso, os usuários foram orientados em comunicado oficial a procurar atendimento nos consulados honorários mais próximos (Blumenau e Joinville), enquanto  em Florianópolis o Consulado Geral de Curitiba tem um correspondente consular temporário, uma pessoa que “foi convocada para nos ajudar” sem “nenhum poder”, que simplesmente “envia os papéis entre os interessados”. Sobre Criciúma, Battisti confirma que, depois da demissão de Bortoluzzi, este por motivo de idade,  a escolha recaiu sobre o filho dele, Guilherme Pazini Bortoluzzi. Sua nomeação está, também, pendente de uma decisão de Roma. Repete-se aqui um caso semelhante ao ocorrido recentemente em Londrina, quando, em substituição a Maria Grazia Veronesi, foi nomeado seu filho, Bruno Verenesi. 
Ao final da entrevista, Battisti repisa que o importante é entender que “os cônsules honorários têm uma relação de confiança com os cônsules de carreira. E eles não são pagos. Não são servidores do Estado, servidores públicos. Eles são cidadãos privados que têm uma atividade profissional e que recebem do Estado italiano contribuições que são mínimas, diria, por aquilo que têm que fazer. Portanto, é mesmo uma função honorária. Isto complica um pouco as coisas, por que o poder de controle e de intervenção do Cônsul Geral é reduzido pelo fato de que entre eu e o cônsul honorário há uma relação de confiança. Entre eu e uma pessoa que colabora com o cônsul honorário não existe nenhum relacionamento. E se ele, como todos fazem, tem uma secretária ou um secretário ou outras pessoas que trabalham para ele, aquela é uma relação entre ele e essas pessoas, compreende?” Battisti finaliza: “Repito: Librizzi demitiu-se por motivos pessoais. Sobre essa denúncia eu nada sei por ora e, portanto, não sei o que lhe responder. Nós estamos fazendo as verificações porque é normal que as façamos sobre todos os processos que ficaram em aberto a partir do momento em que Librizzi pedia demissão. E não existe nenhuma ligação com a demora da nomeação do novo cônsul honorário, porque aquele é um procedimento autônomo e independente.”

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u “LIBRIZZI SI È DIMESSO PER MOTIVI PERSONALI”

IL CONSOLE GENERALE RICCARDO BATTISTI AFFERMA DI NON ESSERE A CONOSCENZA DI NESSUNA DENUNCIA FORMALE E CHE LA SITUAZIONE È NORMALE

Affermando di non essere a conoscenza della lettera-denuncia inviata al ministro degli Affari Esteri Franco Frattini, il Console Generale d’Italia a Curitiba, Riccardo Battisti, assicura ad Insieme che le dimissioni del console onorario di Florianópolis-SC, Ezio Giannino Librizzi sono motivate da ragioni personali e che se venissero appurati fatti criminosi questi ultimi sarebbero immediatamente inoltrati alle autorità competenti. La rivista ha chiesto a Battisti, tra le altre cose, se era a conoscenza della lettera-denuncia; cosa aveva da dire all’accusa di “culpa in vigilando”; se avesse ricevuto qualsiasi tipo di informazione su quello che stava accadendo a Florianópolis; se e quando ha determinato qualche tipo di investigazione e se il fatto blocca le nuove nomine. Una volta ricevute le domande, il Console ha cercato l’editore della rivista per dire che non aveva “molto da rispondere” perché “non sono a conoscenza di una lettera-denuncia”.
Comunque il Console si è reso disponibile a dare risposte “in termini generali”. Il diplomatico ha assicurato che “noi vigiliamo costantemente sui consolati onorari” e che “non c’è mai stato un difetto di vigilanza”. Il console onorario Librizzi “si è dimesso – ha detto – per motivi personali. Quindi, le confermo che le sue dimissioni sono state giustificate da una motivazione di carattere personale”. Andando oltre, Battisti si è riferito ai casi “che noi giudichiamo non gestiti in maniera corretta e regolamentare” ma, secondo lui, “più che dal signor Librizzi, da qualche suo collaboratore”. Comunque su ciò, “stiamo già da tempo facendo le nostre verifiche”, ha detto il console.  Battisti ha spiegato che “il rapporto con i consoli onorari è un rapporto fiduciario” e che nel caso “del sig. Librizzi, già da qualche tempo io vedevo che lui era molto impegnato con i suoi affari, con le sue attività private e quindi, non ero molto soddisfatto di come lui seguiva per noi certe questioni. Questo potrebbe averlo anche spinto a dimettersi”, completa il console, avvertendo che “non c’è una relazione diretta fra queste cose”.  Battisti spiega che con le dimissioni presentate, ha iniziato a cercare il successore. Ha ricevuto le candidature e proposto al MAE il nome di Attilio Colitti, che ha ricevuto il parere favorevole dell’Ambasciata ed ora si trova a Roma per le verifiche di prassi che impiegano un certo tempo.
“Se loro mi diranno che tutto va bene io potrò nominare il nuovo vice console onorario a Florianópolis”, ha detto il console. Nella conversazione avuta con l’editore della Rivista, Battisti ha assicurato che  “non c’è nessuna investigazione in corso a livello ufficiale né tanto meno io ho ricevuto da Roma istruzione su questa cosa” Comunque, quando un console onorario lascia,  “bisogna chiudere con lui tutta una serie di carte amministrative, di contabilità, di altre cose”. Per questo che, una volta accettate le dimissioni di Librizzi, “stiamo verificando con i miei uffici competenti tutta una serie di operazioni, di pratiche che loro avevano in gestione”.  Il Console ha detto che ha inviato a Florianópolis il suo vice, Vittoriano Speranza, insieme ad un’altra funzionaria, i quali hanno raccolto tutti i documenti, cosa che è di prassi. Sono stati fatti i contatti con i vari interessati, alcune situazioni già sono state risolte, altre sono ancora sotto analisi. Battisti spiega che “ci sono posizioni diverse, ci sono persone che hanno protestato perché la loro pratica si era fermata, ci sono persone che hanno sostenuto di avere fatto dei pagamenti, che a noi in prima battuta non risultavano… stiamo controllando, insomma, ma è una indagine interna”. Chiedendo in modo diretto su eventuali casi di ammanchi di denaro, conformemente a quanto denunciato, il console ha ripetuto: “non ho conoscenza formale di questo documento. Io sono a conoscenza di alcune proteste, di alcune persone che in varia forma hanno manifestato al Consolato Generale la loro posizione, la loro preoccupazione in qualche caso qualcuno diceva che la carta relativa al suo processo si era persa o  non aveva avuto risposta, insomma, un po’ di confusione che c’è sempre in questi casi quando un console onorario, da un giorno all’altro, si dimette e quindi rimane poi da processare una quantità di cose che sono rimaste aperte. Ma niente di più insomma”.
Battisti ha comunque lasciato molto chiaro che se saranno rilevati fatti meritori o “se ci saranno delle denunce scritte, ovviamente firmate e circostanziate, cioè con degli elementi concreti da verificare, noi saremo i primi a dare seguito anche eventualmente informando le autorità competenti, che sono le autorità di polizia di Santa Catarina, perché la competenza in questi casi sarebbe loro”.  L’obiettivo, secondo Battisti, è avere la situazione completamente chiara prima di dare l’incarico al nuovo console onorario. Nel frattempo gli utenti sono stati avvisati con un comunicato ufficiale che, per le loro necessità, recarsi nei consolati onorari più vicini (Blumenau e Joinville), mentre a Florianópolis il Consolato Generale di Curitiba ha un corrispondente consolare temporaneo, una persona che “è stata chiamata a aiutare noi” senza “nessun potere”, che semplicemente “passa le carte fra gli interessati”. Su Criciúma, Battisti conferma che, dopo delle dimissioni di Bortoluzzi, per motivi di età, la scelta è ricaduta su suo figlio, Guilherme Pazini Bortoluzzi.
Anche su questa nomina c’è pendente una risposta da Roma. È una situazione simile a quella recentemente accaduta a Londrina, quando, in sostituzione di Maria Grazia Veronesi, è stato nominato suo figlio, Bruno Verenesi.  Alla fine dell’intervista, Battisti sottolinea che l’importante è comprendere che “i consoli onorari hanno un rapporto fiduciario con i consoli di carriera. E loro non  sono pagati. Non sono dei servitori dello Stato, dei servitori pubblici. Loro sono dei privati cittadini che hanno una loro attività professionale e che ricevono dallo Stato Italiano dei contributi, che sono minime, direi, per quello che devono fare. Quindi è proprio un incarico onorifico. Questo complica un po’ le cose, perché anche il potere di controllo e di intervento del console generale è limitato dal fatto che fra  me e il console onorario c’è un rapporto fiduciario. Fra me e la persona che collabora con il console onorario non c’è nessun rapporto. Se poi lui, come tutti fanno, ha una segretaria o un segretario o altre persone che lavorano per lui, quello è un rapporto che si instaura fra lui e queste persone, capito? Battisti finalizza: “Ripeto, Librizzi si è dimesso per motivi personali. Di questa denuncia io non so nulla per ora e quindi non so che cosa risponderle. Noi stiamo facendo dei controlli perché è normale che noi facciamo dei controlli su tutte le pratiche che erano rimaste aperte, in sospeso nel momento in cui Librizzi si dimetteva. E non c’è nessun collegamento con il ritardo della nomina del nuovo console onorario, perché quella è una procedura autonoma e indipendente.”