Porta: protestos e manifestações traduzem “desconforto real” e devem ser respeitados; mas “ataques” são eleitoreiros

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Deputado Fabio Porta: críticas são propaganda e instrumentalização em função das próximas eleições (Foto Desiderio Peron / Arquivo revista Insieme)

“Os protestos e as manifestações dos cidadãos que pedem melhores serviços consulares – coisa que sempre advoguei pessoalmente -, um tratamento digno e eficiente por parte de Consulados e da Embaixada em relação aos ítalo brasileiros, constituem sinal de um desconforto real e, nesse sentido, devem ser respeitados e ouvidos”, defendeu ontem o deputado Fabio Porta, ao comentar o episódio do fechamento temporário e reabertura da página oficial no Facebook da Embaixada da Itália no Brasil.

Entretanto, o parlamentar, que é presidente do Comitê para os Italianos no Mundo e Promoção do Sistema Itália na Câmara dos Deputados italiana, vê  nos recentes “ataques” aos perfis do Embaixada e do Consulado de Porto Alegre no FB “uma operação de propaganda e instrumentalização, talvez ligada às próximas eleições em vez de uma maneira séria de enfrentar e resolver o problema”. O parlamentar nomina o Maie – Movimento Associativo Italiani all’Estero, que chama de “partido argentino”.

“Quem protesta – disse Porta a Insieme – deveria hoje apoiar com força e convicção o trabalho que eu, juntamente com outros parlamentares do grupo do Partido Democrático, e com o apoio do governo, estou conduzindo há alguns meses”.

Ao contrário de apoio, Porta tem sido também objeto de críticas de internautas que, em resposta ao relato de “maus tratos” de que teria sido vítima uma ‘enfileirada’ na sede consular da Embaixada da Itália em Brasília, passaram a avaliar o serviço da representação diplomática com críticas contundentes, a ponto de a página ter sido retirada da Internet durante uma semana. Uma semana depois, a Embaixada recolocou a página no ar, mas sem as críticas iniciais. Imediatamente as críticas recomeçaram. O parlamentar, até então em silêncio, foi provocado pelo editor da revista Insieme que quis saber sua opinião sobre os fatos ocorridos.

Na íntegra, o comentário do deputado que, sabidamente, é um dos mentores da instituição da taxa de 300 euros como solução para o velho problema das chamadas “filas da cidadania” e, desde que ela foi instituída há praticamente três anos, defende o retorno de pelo menos parte da importância arrecadada para o fortalecimento da estrutura dos consulados, foi o seguinte:

“Os protestos e as manifestações dos cidadãos que pedem melhores serviços consulares – coisa que sempre advoguei pessoalmente -, um tratamento digno e eficiente por parte de Consulados e da Embaixada em relação aos ítalo brasileiros, constituem sinal de um desconforto real e, nesse sentido, devem ser respeitados e ouvidos.

Outra coisa são os movimentos instrumentalizados de expoentes ligados a partidos políticos “argentinos” presentes no Parlamento, que pretendem instrumentalizar esse desconforto como forma de esconder suas próprias fraquezas e, sobretudo, a ausência de trabalho no Parlamento ao longo desses anos”.

De minha parte, estou fazendo a única coisa em condições de resolver o problema e que o meu papel de parlamentar me permite: o problema da “fila da cidadania” será resolvida somente através de uma sensibilização política e cultural de nossas instituições e, também, através da disponibilização à rede consular de recursos adequados à rápida solução do problema. Eu estou fazendo a primeira e a segunda coisa. A demagogia e  a fumaça de outros movimentos  políticos (o Maie [Movimento Associativo Italiani all’Estero, nr ] em primeiro lugar) em nada contribuem para a solução do problema.

Li num dos “grupos Facebook” mais ativos sobre esse tema o comentário de um usuário que – com a intenção de me criticar – faz a soma de quanto dinheiro deveria chegar aos cofres dos consulados a partir da transferência de 100 euros sobre cada processo de cidadania, e que chegou à conclusão de que em curto tempo o problema seria resolvido assim. Bem, é exatamente o que estou fazendo: depois de ter proposto a introdução de uma contribuição econômica para cada pedido de cidadania consegui também determinar que 4 milhões de euros (originários de um terço do total obtido com os pedidos) fossem transferidos aos consulados para fazer funcionar específicas ‘task force’ em condições de resolver o problema em poucos meses. Na semana que vem, o Ministério da Economia responderá no Parlamento a uma minha interpelação urgente e relatará como e onde serão transferidos esses fundos já nos próximos meses.

Problemas e soluções:  assim funciona o relacionamento eleitores e eleitos e, assim, estamos dando respostas concretas a uma questão séria e grave, que merece respostas urgentes.

Quem protesta, deveria hoje apoiar com força e convicção o trabalho que eu, juntamente com outros parlamentares do grupo do Partido Democrático, e com o apoio do governo, estou conduzindo há alguns meses.

Atacar os perfis no Facebook da Embaixada e do Consulado de Porto Alegre (que, diga-se entre parêntesis, tem demonstrado nesses anos grande atenção, disponibilidade e também eficiência ao responder às exigências dos cidadãos) me parece mais uma operação de propagando e instrumentalização, talvez ligada às próximas eleições, em vez de uma maneira séria de enfrentar e resolver o problema”.

Em italiano, para conferir, eis o texto original de Fábio Porta: “La protesta e le manifestazioni dei cittadini che chiedono migliori servizi consolari e – cosa che personalmente ho sempre sostenuto! – un trattamento degno ed efficiente da parte di Consolati e Ambasciata nei confronti degli italo-brasiliani, sono segnali di un disagio reale e in questo senso vanno rispettate e ascoltate.
Altra cosa sono i movimenti strumentalizzati da esponenti legati a partiti politici “argentini” presenti in Parlamento, che vorrebbero strumentalizzare questo disagio per nascondere le proprie carenze e soprattutto l’assenza di lavoro in Parlamento in questi anni.
Da parte mia sto facendo l’unica cosa in grado di risolvere il problema e che il mio ruolo di parlamentare mi consente: Il problema della “fila della cittadinanza” si risolve solo attraverso una sensibilizzazione politica e culturale delle nostre istituzioni e, successivamente, attraverso la messa a disposizione della rete consolare di risorse adeguate alla soluzione rapida del problema: io sto facendo la prima e la seconda cosa! La demagogia e il fumo di altri movimenti politici (il Maie ‘in primis’) non contribuiscono in nulla alla soluzione del problema.

Ho letto in uno dei “gruppi Facebook” più attivi su questo tema il commento di un utente che – con l’intento di criticarmi – fa il conteggio di quanti soldi arriverebbero ai consolati dal trasferimento di 100 euro per ogni domanda di cittadinanza, arrivando alla conclusione che in tempi brevi il problema si risolverebbe proprio così. Bene, è proprio quanto io sto facendo: dopo aver proposto l’introduzione di un contributo economico per ogni domanda di cittadinanza sono anche riuscito a determinare che 4 milioni di euro (originati da 1/3 di quanto ricavato dalle domande) venissero trasferiti ai consolati per fare funzionare apposite “task force” in gradi di risolvere il problema in pochi mesi. La prossima settimana il Ministero dell’Economia risponderà in parlamento ad una mia interpellanza urgente e riferirà su come e dove saranno trasferiti questi fondi già nei prossimi mesi.
Problemi e soluzioni: così funziona il rapporto elettori ed eletto e così stiamo dando risposte concrete ad una questione serie e grave, che merita risposte urgenti.

Chi protesta dovrebbe oggi sostenere con forza e convinzione il lavoro che io, insieme ai parlamentari e al gruppo del Partito Democratico e con il sostegno del governo, sto conducendo da alcuni mesi.
Attaccare i profili Facebook dell’Ambasciata o del Consolato di Porto Alegre (che, sia detto tra parentesi, ha dimostrato in questi anni grande attenzione, disponibilità e anche efficienza nel rispondere alle richieste dei cittadini) mi sembra più una operazione propagandistica e strumentale, forse legata alle prossime elezioni, che non una maniera seria di affrontare e risolvere il problema”.

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