(Português BR) Ao inaugurar último leão, Zaia critica as “filas da cidadania” e diz que taxa dos 300 euros é inaceitável e escandaloso

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Falando inteiramente em dialeto vêneto, o governador da região italiana do Vêneto, Luca Zaia, inaugurou, no dia 15 de novembro último, o quinto monumento da série “Leoni nelle Piazze”, ao descerrar ao descerrar a estátua instalada na praça central de Santa Tereza, no Rio Grande do Sul. Era um final de tarde de sol, os passarinhos cantavam, e Zaia praticamente começou sua saudação observando que  “el Veneto le na terra dove i osei camina e el leon vola…” (o Vêneto é uma terra  onde os passarinhos caminham e os leões voam…”). Um deles veio parar aqui, disse apontando para a branca escultura assentada sobre uma base de granito.

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Em seu discurso, o governador do Vêneto falou dos laços que o ligam ao Brasil (seu avô nasceu no Brasil) e criticou severamente a demora no reconhecimento da cidadania italiana aos descendentes de imigrantes vênetos e ítalo-descendentes em geral, mais ainda, a cobrança de 300 euros para reconhecer um direito. É “escandaloso”, disse ele, aduzindo: “A cidadania italiana é um direito, não é um custo; não podemos aceitar isso”, continuou ele, “como também não é aceitável que se espere por anos e anos por um passaporte”. Disse que é preciso lutar contra isso, pois “dar a  cidadania, um passaporte a um [italiano] que vive aqui, é como dizer: obrigado pelo que você fez, obrigado pelo que seus antepassados fizeram”.

A solenidade começou no Vale dos Vinhedos, diante do SPA do Vinho, de onde saiu a comitiva em carros antigos em direção a Santa Tereza. O projeto, coordenado pelo Comvers – Comitê das Associações Vênetas do Rio Grande do Sul e que conta com a participação das prefeituras locais, é homenagem à fé dos imigrantes e também a um dos mais caros símbolos da República Sereníssima de Veneza – o Leão Alado do Evangelista São Marcos.

Prestigiaram o evento que foi capitaneado pelo consultor vêneto do RS, Cesar Augusto Prezzi, além das autoridades locais, delegações de todas as demais cidades que erigiram monumentos semelhantes no Rio Grande do Sul, todas elas com tratados de irmandade com cidades vênetas, presidentes e diretores de associações vênetas de todo o Estado, além de artistas e cidadãos de Santa Tereza e região. O cônsul da Itália no RS, Nicola Occhipinti, também esteve presente. À noite terminou com mais de 400 pessoas reunidas para um jantar por adesão.