CGIE reage e faz apelo à mobilização geral contra atos do governo italiano e contra o adiamento das eleições

CONVOCADAS ASSEMBLÉIAS DAS COMISSÕES CONTINENTAIS, SIDICATOS, ASSOCIAÇÕES E TAMBÉM OS CIDADÃOS INTERESSADOS

PATROCINANDO SUA LEITURA

CURITIBA – PR – O CGIE – Conselho Geral dos Italianos no Exterior, através de um “volante” distribuído pela Internet está  reagindo contra o adiamento das eleições para os Comites – Conselho Geral dos Italianos no Exterior e do próprio CGIE – Conselho Geral dos Italianos no Exterior. O adiamento, determinado por decreto do Conselho de Ministros em 23 de abril, remete o prazo para a realização das eleições, que deveriam ter sido feitas no início de 2009, para até o final de dezembro de 2012. Para justificar o adiamento foi alegado o motivo já conhecido da necessidade de reforma da legislação normatizadora das duas entidades.
No volante, que não traz a assinatura de nenhum conselheiro, nem mesmo do secretário geral, Elio Carozza, mas tem a logomarca da entidade, foram convocadas para assembléias antecipadas (mas sem data definida), as três Comissões Continentais: a européia, para Frankfurt; a da América Latina, para Buenos Aires e a dos países anglófonos, para Vancouver.
Segundo se soube posteriormente,  a reunião de Frankfurt foi convocada para 28, 29 e 30 de maio; a de Vancouver, para os dias 10, 11 e 12 de junho, enquanto a de Buenos Aires para os dias 17, 18 e 19 de junho.
“As Comissões Continentais – esclarece o apelo – estão abertas aos cidadãos italianos no exterior, às associações, aos conselheiros dos Comites, às organizações sindicais e aos consultores regionais”. A idéia é dar ao governo italiano  uma demonstração de força diante de uma realidade em que são fechados alguns consulados, são cortados recursos orçamentários para os cursos de língua e cultura italiana, não se protege (principalmente na América Latina) os cidadãos menos favorecidos e os recursos destinados à imprensa italiana no exterior são cortados pela metade. O volante faz referência também ao adiamento das eleições e refere que “todo o sistema de representação dos italianos que vivem e trabalham no mundo é colocado em discussão; a liberdade informação é limitada; a assistência aos concidadãos necessitados e às empresas italianas tende a piorar; a cultura de nosso País está ameaçada”.
No mesmo documento, o “CGIE juntamente com os Comites” pede o “reforço das ações públicas em defesa de nossas comunidades, a promoção para o desenvolvimento de formas reais de inovação; pede que seja anulado o anunciado corte de verbas à imprensa italiana no exterior; pede segurança física aos consulados; e, entre outras coisas, a retomada dos fundos de assistência, principalmente os destinados aos cursos de língua e cultura italiana. Sem fazer referência a ela própria, a entidade dirige apelo aos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado, aos presidentes de Grupos Parlamentares (particularmente aos eleitos pela Circunscrição do Exterior) para que trabalhem para “anular o adiamento das eleições dos Comites”. Ao mesmo tempo, anuncia que está empenhada no envolvimento das Regiões, dos Comites, das Associações, Sindicatos e dos jovens para elevar a voz dos italianos no mundo contra os “golpes desferidos nas políticas em favor dos italianos no mundo”.  Até o fechamento desta edição, a única manifestação na área dos Comites até então conhecida. vinha da Argentina. Também as eleições anteriores dos Comites aconteceram depois de um adiamento de dois anos.

O texto divulgado pelo CGIE tem o seguinte teor:

u Consiglio Generale degli Italiani all’Estero
Appello

  • Si chiudono numerose sedi consolari.
  • Attraverso il taglio dei finanziamenti si impedisce lo svolgimento dei corsi di lingua e cultura italiana.
  • Non si tutelano i cittadini disagiati, in particolare in America Latina.
  • Si dimezzano i fondi destinati alla stampa italiana all’estero.
  • Si rinvia per la seconda volta, con un decreto, l’elezione dei COMITES e del CGIE, spostando complessivamente di tre anni la scadenza elettorale naturale.
  • Tutto il sistema di rappresentanza degli italiani che vivono e lavorano nel mondo è messo in discussione. La libertà di informazione viene limitata. L’assistenza ai connazionali bisognosi e alle imprese italiane è destinata a peggiorare. La cultura del nostro Paese è minacciata.

IL CONSIGLIO GENERALE DEGLI ITALIANI ALL’ESTERO
INSIEME AI COMITES

CHIEDE il rafforzamento degli interventi pubblici a sostegno delle nostre comunità, la promozione per lo sviluppo di forme reali di innovazione; il reintegro entro l’anno dei finanziamenti per la stampa italiana all’estero; la sicurezza dei livelli fisiologici della rete dei servizi consolari; l’impedimento discriminatorio nell’esenzione dell’ICI; il ripristino dei fondi di assistenza, nonché quelli a favore dei corsi di lingua e cultura italiana.
FA APPELLO ai Presidenti della Camera e del Senato, ai Presidenti dei Gruppi Parlamentari, in particolare agli eletti della Circoscrizione Estero, affinché si adoperino per annullare il rinvio delle elezioni dei COMITES in sede di conversione in legge del decreto del Governo.
SI IMPEGNA a coinvolgere le Regioni, i COMITES, le Associazioni, i Sindacati, i giovani  per raccogliere e far sentire con forza la voce degli italiani nel mondo e contrastare concretamente la deriva di sfiducia e lo spirito di rinuncia che si stanno diffondendo a causa dei colpi assestati alle politiche in favore degli italiani nel mondo.
Il CGIE ha ritenuto, in questo contesto, la convocazione anticipata delle proprie

COMMISSIONI CONTINENTALI

Europea a Francoforte
America Latina a Buenos Aires
Paesi Anglofoni a Vancouver

Le Commissioni Continentali sono aperte ai cittadini italiani all’estero, alle Associazioni, ai consiglieri dei COMITES, alle Organizzazioni sindacali, ai Consultori regionali.