(Português BR) Fundador e regente do Coro Giuseppe Verdi recebe última homenagem da comunidade bergamasca de Boruverá-SC

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A comunidade bergamasca de Botuverá-SC, distante 112 quilômetros de Florianópolis, ainda chora a morte de Vílson Luiz Fachini, co-fundador do “Circolo dei Bergamaschi di Botuverá” e fundador da Associação Italiana Coral São José de Botuverá, mais conhecido como “Coral Giuseppe Verdi” – um dos únicos em todo o Brasil com repertório em dialeto bergamasco.

Fachini faleceu no último dia 10, vítima de complicações cardíacas e foi enterrado no cemitério local, cercado de muitos amigos em seu último adeus. Tinha 63 anos de idade e foi ele quem ‘internacionalizou’ o coral, quando levou seus integrantes para Bérgamo, na Itália, em duas memoráveis viagens, uma delas em 2007.

Graças à suas atividades na área cultural, juntamente com outros conterrâneos, a pequena Botuverá tornou-se conhecida por suas festas anuais sempre repletas de público, onde a celebração da missa acontecia sempre no dialeto dos pioneiros que, chegando em balsas, colonizaram o antigo Porto Franco (depois Porto Seguro), nome de um afluente do rio Itajaí-Mirim.

É em Botuverá – cujo nome tupi-guarani significa “bons brilhantes”, “pedras preciosas” ou, ainda, “montanhas brilhantes”- que ficam gigantescas cavernas, conhecidas nacionalmente. Na homenagem a Fachini, prestada pela comunidade, Salete Olália Maestri Martinenghi assim se manifestou: “no trem da vida, o sr. Vilson embarcou em 30 de agosto de 1955. Era filho de João e Maria Fachini (in memoriam). teve 6 irmãos: o Júri, o Nico, Carmem, Lurdes, Adélia e a Ilser (in memoriam). Ele era o mais novo.

Fachini (primeiro à direita) com o Coral Giuseppe Verdi, numa de suas viagens à Itália. (Foto Cedida)

O trem seguia e na primeira estação, ainda adolescente, por volta dos 12 anos, ele embarcaria para o seminário, onde ficaria por muitos anos. Mas o trem o traria de volta e quem nele embarcaria, em 1982, seria sua primeira esposa: Cenita Tachini. Numa próxima estação, em 30.05.1984, o embarque feliz foi da filhinha Leisli.

O trem não parava. E alguém importante na vida do sr. Vílson desembarcaria: sua esposa Cenita, falecida aos 13 de janeiro de 1990. Algumas estações adiante, em 30.10.1993, subiria no trem sua segunda esposa: Marlete Paloschi e em outras estações mais, em 17.05.1996, a filha Milena. Mais estações e, alguém que traria muita felicidade ao sr. Vílson, embarcaria neste trem: o neto Luiz.

Neste trem da vida do sr. Vílson nunca faltaram amigos, milhões de amigos. Amigos atraídos por sua imensa bondade, generosidade, simpatia, alegria, lealdade e responsabilidade. Amigos da família, amigos do chimarrão, amigos do Coral Giuseppe Verdi, amigos do Grupo de Canto de Bombas, amigos da EEB Pe. João Stolte, amigos da Prefeitura Municipal.

Algo essencial neste trem: música. O violão foi seu eterno companheiro. Quanto louvor rendeu a Deus com seu canto! Quanto serviu à nossa igreja, o reino de Deus! Outros valores iluminaram a viagem deste trem: o amor à família, a Deus, à oração, à Eucaristia. Estes valores lhe foram importantes na superação de tantos desafios na saúde.

Como integrante do coral Giuseppe Verdi sinto-me privilegiada, bem como os demais integrantes, por estar neste trem. Como podemos lhe agradecer, sr. Vílson, por tantos anos de dedicação na regência de nosso coral? uma grata lembrança, dentre tantas outras, do sr. Vílson para conosco foram as duas viagens à Itália. Quanto orgulho sentimos por tudo o que conquistamos juntos! Obrigada, sr. Vílson!

Em algumas estações, subiram neste trem, médicos cardiologistas, enfermeiros(as), que por vários anos e em exames e cirurgias lhe prolongaram a viagem no trem da vida. Nesta madrugada, entretanto, o trem chegou à estação final: o abraço com deus pai. Tão buscado e preparado pelo sr. Vílson em sua viagem terrena. O sr. Vílson foi um anjo que passou em nossas vidas e ele nos deixa tantas lições! Que, assim como ele, sejamos fervorosos na fé, no louvor a Deus, no amor à Eucaristia, à família e aos amigos.

Ao descer do trem de sua vida, o sr. Vílson deixou-nos este recado: “um abraço a todos, amigos, amigas, esposa, filhas, neto, genro, irmãos, irmãs, cunhados(as), sogro, sogras! Sejam bons! Que deus os abençoe e obrigado por tudo o que fizeram por mim. Perto de Deus estarei olhando e cuidando de cada um de vocês. Adeus! Descanse em paz junto de Deus, sr. Vílson!”