Greve dos carteiros: Eleitores podem depositar o voto diretamente nos consulados

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JÁ SE FALA EM PRORROGAR O PRAZO NO BRASIL PROPORCIONALMENTE AOS DIAS DE GREVE

 

u CURITIBA – PR – Os eleitores podem depositar o voto diretamente numa urna junto aos Consulados da Itália que funcionam em território brasileiro. Isto é o que se depreende de conteúdo de comunicado expedido pelo Consulado Geral da Itália em Curitiba, em função da greve dos carteiros. “informamos que, para auxiliar os cidadãos eleitores que quiserem entregar pessoalmente seu envelope eleitoral diretamente no Consulado Geral, está disponível uma urna onde é possível depositar diretamente o próprio voto”, diz o comunicado distribuído sem assinatura e sem data.

A greve dos carteiros em quase todo o território nacional, segundo informações não confirmadas, poderá se estender até o final da semana e isto complicaria ainda mais o processo eleitoral para o Parlamento Italiano que, a exemplo de outras áreas da Circunscrição Eleitoral do Exterior, no Brasil se desenvolve por correspondência. Para que o voto seja válido, os eleitores precisam devolver o quanto antes os envelopes pré-selados, que devem chegar às sedes consulares de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília até as 16 horas do dia 10.

Como noticiamos anteriormente, alguns candidatos já vinham orientando seus eleitores a não depositarem os envelopes da votação nas caixas de correio pois o voto “será perdido”. A orientação era para entregar o material diretamente nas agências dos correios mais próximas da casa dos eleitores. Em áreas do interior, entretanto, essa orientação esbarra no mesmo problema atribuído às caixas simples das ruas. A entrega diretamente na sede dos consulados, se ajuda os que residem nas capitais onde se situam os ofícios consulares, nada dizem aos que moram em outros centros urbanos. Não se tem conhecimento se as agências consulares honorárias foram autorizadas a receber o material eleitoral.

As consequências da greve dos correios no Brasil podem aumentar ainda mais a desigualdade existente nos colégios eleitorais da América do Sul, onde a Argentina, com a metade da população ítalo-descendente do Brasil tem o dobro de eleitores aptos a votar em território brasileiro. Em função dessa realidade, surge entre alguns candidatos a tese de que o prazo para o recolhimento dos votos no Brasil deveria ser prorrogado proporcionalmente ao tempo em que a greve existir.