Eleições: Comites com ‘inversão de opção’ e por correspondência. Novo voto poderá ser eletrônico em todo o mundo. SC terá sua Agência Consular

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Salvo algum imprevisto, as eleições para a renovação dos Comites – ‘Comitati degli Italiani all’Estero’ serão mesmo realizadas ano que vem e seguindo as mesmas normas das últimas eleições: por correspondência e com a “inversão de opção”, que obriga os eleitores em condições de voto a uma prévia inscrição. É o que disse o subsecretário para os italianos no mundo e senador Ricardo Merlo durante encontro com os representantes da comunidade e conselheiros do Comites do Rio de Janeiro no Espírito Santo, quando lá esteve dia 13 para formalizar a intenção do governo italiano de instalação de uma Agência Consular em Vitória.

No encontro, realizado à tarde nas dependências do Centro do Comércio de Café de Vitória, tanto Merlo quanto o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini reiteraram, a informação de que Florianópolis também terá sua Agência Consular, embora não tenham falado em prazos. Do encontro também participaram o diretor geral para os italianos no mundo da Farnesina, Luigi Maria Vignali; o cônsul da Itália no Rio de Janeiro, Paolo Miraglia del Giudice, além do cônsul honorário em Vitória, Roger Gaggiato.

O senador Ricardo Merlo também antecipou no encontro que a modalidade de voto para os italianos no exterior, já nas próximas eleições políticas, deverá contemplar o voto eletrônico. Ele ressalvou que isso vai depender do Parlamento, mas a proposta que o governo encaminhará deve conter a novidade, já proposta também no próprio Parlamento. Segundo Merlo, o voto será mais simples, deverá evitar os famosos “brogli” (fraudes) denunciados a cada eleição mas nunca comprovados e, sendo mais simples, deverá incentivar uma maior participação.

No vídeo legendado em português que acompanha esta matéria, reproduzimos os pronunciamentos do embaixador Antonio Bernardini e do senador Ricardo Merlo, em sua inteireza. Nele, Merlo faz também um breve relato das ações do atual governo italiano em relação aos italianos no exterior, pedindo, ao final, que os presentes no encontro ajudassem a divulgá-las.

Dizendo que “a Itália tem no Brasil, talvez, sua maior presença consular”, o embaixador Bernardini disse que a ampliação prometida sempre teve o apoio dele, em função da reivindicação por melhores serviços: “São 7 consulados – observou – e nosso esforço é para levá-los a 9. É um grande esforço”, porém, “existe um motivo”, disse. E citou um provérbio napolitano que ensina que de tanto bater também o metal se rompe, numa clara alusão à campanha desenvolvida pelos dois Estados – Santa Catarina e Espírito Santo.

Entretanto, Bernardini deu um conselho aos ítalo-brasileiros: “Os italianos no Brasil – disse – não devem viver somente com saudades do passado, daquilo que foi, de toda a história de quem aqui chegou. Nós precisamos trabalhar juntos para fazer com que estas ligações continuem para o futuro. No passado estão nossas raízes. Mas temos que colocar a cabeça para fora, olhar distante e compreender como podemos fazer para que essas relações entre esses dois grandes países possam continuar no futuro e que a presença italiana seja um valor, um recurso, nas relações entre as duas nações. E, portanto, que a cultura e economia estejam no centro de nossas ações, porque estas são coisas que nos garantirão, no futuro, a continuação desse relacionamento”.