Pastore é nomeado para coordenar ‘Lega per Salvini’ no Brasil. Como candidato ao Senado, criticou filas da cidadania e do passaporte

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Fac simile da nomeação de Pastore como coordenador da Lega no Berasil.

O empresário e ex-candidato ao senado italiano Luiz Osvaldo Pastore é o Coordenador Nacional da “Lega per Salvini” no Brasil. Ele acaba de ser nomeado para o cargo pelo chefe do departamento da “Lega nel Mondo”, Paolo Borchia, que lhe desejou bom trabalho e colocou à disposição para “todo o apoio de que for necessário”.

Pastore será o responsável – segundo o ato de nomeação – pela organização da estrutura do “movimento” em todo o Brasil, pela divulgação de sua mensagem política, “caso julgar oportuno”,  pela indicação de “responsáveis locais, que a ti responderão por suas ações”. O coordenador para a América do Sul é, já há algum tempo, o deputado eleito nas últimas eleições Luis Roberto Lorenzato.

No último dia 2/10, a página FB da ‘Lega nel Mondo’ publicou que “il dipartimento federale Lega nel Mondo è orgoglioso di comunicare la nomina di Luiz Osvaldo Pastore a coordinatore per l’attività in Brasile. La lettera di incarico, firmata dal coordinatore federale Paolo Borchia, è stata consegnata al Sen. Pastore dall’on. Luis S Martino Di Ivrea presso l’ambasciata del Brasile a Roma. Al Sen. Pastore i nostri migliori auguri per un buon lavoro!”

Pastore é empresário do setor de importação e transformação de cobre e alumínio no Brasil, Chile, Perú e na Argentina. Foi suplente do Senado Federal pelo Espírito Santo e chegou a assumir entre 2001 e 2002 e hoje mora em São Paulo, tendo, segundo divulgaram a revista “Isto É” e a agência Ansa em fevereiro, residência também na Argentina, onde é produtor rural. O coordenador da Lega no Brasil já foi diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp e do Palmeiras, onde foi conselheiro por três mandatos. Aos mesmos veículos e na mesma oportunidade, Pastore dizia que a campanha de seu partido estava “baseada em estabelecer a continuação da cidadania ‘jus sanguinis”.

Perguntado sobre as “filas da cidadania” e sobre o que ele propunha para melhorar essa situação, respondeu: “Nós precisamos abrir um pouco os números dos valores envolvidos em cada consulado. Porque não é possível. Eu mesmo fui tirar um passaporte outro dia, a burocracia envolvida, eu tive de voltar três vezes. Faltou uma certidãozinha disso ou daquilo. Existe uma notória dificuldade criada. Isso a gente precisa entender melhor para ver como fazer, mas seguramente nós temos de fazer algo. A criação de sub-consulados ou voltar com uma série de consulados que podiam emitir seria uma das soluções”.

Entre outros assuntos, Pastore candidato tocou também na questão do relacionamento Brasil-Itália e sobre se as eleições de outubro, no Brasil, podem facilitar a retomada dessas relações. Disparou: “Lógico que eu acredito. Não é uma reconstrução. O Brasil sempre teve uma ligação profunda com a Itália. Nós temos aqui os ítalo-brasileiros, uma colônia muito forte, uma colônia industrial que foi São Paulo. Parte importante desse país foi construída pelos ítalo-brasileiros. Nós tivemos uma dificuldade, volto a dizer, nas relações entre os dois países, pelo abuso, pela negligência, pela incompetência do ato (não extradição de Cesare Battisti) que o Lula fez, e o Supremo Tribunal que também deixou, de maneira estranha, essa coisa acontecer”.