É dois a um. Dados da ‘task force’ reforçam a desigualdade entre Brasil e Argentina, denuncia deputado Fabio Porta

Consulados italianos na Argentina resolveram quase 80% dos requerimentos individuais de reconhecimento da cidadania por direito de sangue que existiam em 31 de dezembro de 2008; no Brasil, o percentual não chega a 30%.

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CURITIBA – PR – A cada ‘novo cidadão’ italiano no Brasil correspondem dois na Argentina” e isso “confirma a grande diferença que aumenta entre os dois grandes países sul-americanos em relação à comunidade de origem italiana”, observou o deputado Fabio Porta ao analisar os números da “Task Force”, apresentados em Roma pela diretora geral para os italianos no Mundo do Ministério das Relações Exteriores, Carla Zuppetti. As tabelas fornecidas pelo Ministério, afirma o parlamentar eleito ao Parlamento Italiano pela América do Sul, “confirmam e reforçam a minha denúncia: não obstante a ‘task force’ tenha sido concebita e financiada para reduzir o grande acúmulo de solicitações para o reconhecimento da cidadania italiana (sobretudo no Brasil), hoje a situação continua grave e os desequilíbrios causados pela concentração dos atrasados aumentaram”.
Fazendo referência à “marota” interpretação dos dados apresentados, o parlamentar observa que os consulados italianos na Argentina resolveram quase 80% dos requerimentos individuais que existiam em 31 de dezembro de 2008, enquanto, no Brasil, os consulados não conseguiram eliminar nem mesmo 30% da fila no mesmo espaço de tempo. Isso confirma, segundo o parlamentar, que no Brasil o grande mutirão não alcançou os dados esperados. Para que essa operação fosse eficaz, diz ainda o deputado, o mutirão deveria concentrar-se e enfrentar as situações mais complexas e de difícil solução pela administração normal, “hoje não mais em condições sequer de garantir serviços eficientes e adequados àquela que poderia ser considerada a maior comunicade de ítelo-descendentes do mundo”.
Porta lembra e reafirma seus pronunciamentos feitos durante a recente reunião em Brasília e durante a Conferência do GCIE, em Roma, para argumentar outra vez que se não forem refinanciados imediatamente os contratos com os digitadores nos consulados com maior concentração de processos atrazados “teremos perdido tempo e recursos preciosos”. Tudo isso está acontecendo, segundo observa Porta no comunicado à imprensa, dentro de um clima de crescente desprezo pela cidadania “ius sanguinis”, a qual os “nossos consulados na América do Sul, asfixiados pelas crescentes dificuldades econômicas, vêem sempre mais como uma inútil carga de trabalho e não como uma possível oportunidade de revigoramento estratégico de nossa presença no Contiente”.
Esse clima – diz ainda o deputado – piora ainda mais com as repetidas declarações do sub-secretário Mantica, sempre pronto  ironizar e denegrir a ingente procura de cidadania por parte dos ítalo-descendentes.  E isso não ajuda nem a positiva conclusão dos trabalhos da ‘task force’, nem o início de uma “serena e construtica discussão sobre a nova lei da cidadania que deveria acontecer em condições de conciliar, de forma moderna, harmônica e inteligentemente o “direito de sangue” com o “direito de solo”.
A seguir, transcrevemos, na íntegra, a nota à imprensa distribuída pelo deputado Fabio Porta:


u TASK FORCE: I DATI FORNITI DAL MAE CONFERMANO CHE IN BRASILE L’OPERAZIONE NON HA OTTENUTO I RISULTATI ATTESI.


L’On. Porta ribadisce le preoccupazioni espresse nella sua interrogazione al Ministro degli Esteri.

ROMA – IT – I dati forniti dal Direttore Generale per gli italiani nel mondo del Ministero degli Esteri, Ministro Carla Zuppetti, confermano secondo il Vice Presidente del Comitato permanente della Camera dei Deputati sugli italiani all’estero le preoccupazioni espresse attraverso una apposita interrogazione parlamentare presentata pochi giorni fa.
“Le tabelle fornite dal Ministero confermano e anzi rafforzano la mia denuncia: nonostante la ‘task force’ fosse stata pensata e finanziata per ridurre il grande arretrato di domande per il riconoscimento della cittadinanza italiana (soprattutto in Brasile) oggi la situazione continua grave e gli squilibri causati dalla concentrazione dell’arretrato si sono semmai acuiti”.
“Altro che cattiva interpretazione dei dati ! – aggiunge il parlamentare eletto in America Meridionale – I consolati italiani in Argentina hanno evaso quasi l’80% delle istanze individuali giacenti al 31 dicembre del 2008, mentre le rispettive rappresentanze consolari in Brasile non sono state in grado alla stessa data di eliminare nemmeno il 30% dell’arretrato”.
“Ad ogni ‘nuovo cittadino’ italiano in Brasile ne corrispondono due in Argentina, a conferma del divario in crescita tra i due grandi Paesi sudamericani in relazione alla collettività di origine italiana”.
“L’operazione ‘task force’ per essere efficace – continua il deputato – deve concentrarsi e affrontare le situazioni più complesse e difficilmente risolvibili con l’ordinaria amministrazione, oggi non più in grado nemmeno di garantire servizi efficienti e adeguati a quella che si potrebbe considerare la più grande comunità di italo-discendenti al mondo.”
“Nel corso della recente riunione dell’Intercomites a Brasilia e del Consiglio Generale degli Italiani all’Estero a Roma avevo rinnovato tale appello e ribadito la mia forte preoccupazione sull’andamento dell’operazione e sulla lentezza dei suoi risultati in Brasile.  Se non si procede immediatamente al rifinanziamento dei contratti per i digitatori nei consolati dove maggiormente si concentra l’accumulo di pratiche avremo perso del tempo e delle risorse preziose”.
“Tutto ciò – secondo l’On. Porta – in un clima generale di crescente insofferenza verso la cittadinanza ‘ius sanguinis’, che i nostri consolati in Sudamerica asfissiati dalle crescenti difficoltà economiche vedono sempre più come un inutile carico di lavoro e non come una possibile opportunità di rafforzamento strategico della nostra presenza nel continente”.
“Un clima che le ripetute dichiarazioni del Sottosegretario Mantica, sempre pronto a irridere e denigrare la pressante richiesta di cittadinanza proveniente dagli italo-discendenti, ha contribuito a peggiorare – conclude il deputato del PD – non aiutando certo né il positivo completamento dell’operazione task force né l’avvio di una serena e costruttiva discussione sulla nuova legge della cittadinanza che dovrebbe essere in grado di conciliare in forma moderna, armonica e intelligente lo ‘ius sanguinis’ con lo “ius solis’ “.

Roma, 30 aprile 2010
Ufficio Stampa On. Fabio Porta