Frei Silvestre Gialdi vai para o Senhor

 A irmã morte visitou a Província dos Frades Capuchinhos do Rio Grande do Sul e levou frei Silvestre Gialdi.

u PORTO ALEGRE – RS – Frei Silvestre Gialdi nasceu aos 31 de dezembro de 1943, em Anta Gorda, Rio Grande do Sul., filho de Fioravante Gialdi e Carolina Gabiatti. Ingressou na Província dos frades Capuchinhos do Rio Grande do Sul, em 16 de abril de 1958, no Seminário Santo Antônio de Vila Flores.Aos 24 de janeiro de 1966, ingressou na Fraternidade Capuchinha, no Convento de Flores da Cunha. Emitiu os primeiros votos, no dia 25 de janeiro de 1967, na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Flores da Cunha. A Profissão Solene aconteceu no dia 02 de Julho de 1972, no Convento São Lourenço de Brindisi, Porto Alegre. O Diaconato ocorreu no dia 07 de julho de 1974, na Igreja Divino Mestre em Porto Alegre. Ordenado Sacerdote por Dom José Gomes no dia 21 de dezembro de 1974, na Igreja São José de Maravilha, Santa Catarina, tendo sido a primeira Ordenação Presbiteral naquela paróquia.
Atividades e encargos:  Em 1975 e 1976, atuou como professor no Seminário Santo Antônio de Vila Flores nas disciplinas de Português, Educação Física, e colaborou na Pastoral da paróquia da mesma localidade. Em 1977 e 1978, freqüentou o curso de Pedagogia no Pontifício Ateneu Antoniano, em Roma. De 1979 a 1982, exerceu o ministério de guardião, ecônomo e diretor de estudantes na Fraternidade Sagrado Coração de Jesus, Flores da Cunha. De 1983 a 1986, foi Diretor da Casa de Formação Frei Bruno, Bairro Kaiser, Fraternidade Imaculada Conceição de Caxias do Sul. Desde 1987, prestava serviço aos frades, como Secretário Provincial, residindo na Casa Provincial e, simultaneamente, lecionando na Universidade de Caxias do Sul (UCS).
Outras atividades: Desde 1981, é Professor na Universidade de Caxias do Sul., permanecendo nesta atividade até o dia 22 de junho do corrente ano., quando de sua doença. Semanalmente, assessorava as Irmãs Clarissas Capuchinhas de Flores da Cunha. Foi assessor de muitos retiros e cursos para religiosos e religiosas. Como Secretário Provincial, colaborava na confecção da Revista Pax et Bonum, órgão oficial da Província e do manual “Celebrar a Vida”. Escreveu inúmeros artigos sobre filosofia, franciscanismo, vida religiosa e outros, prestando assessorias a colégios. Em 1996, recebeu a Medalha do Mérito Universitário, condecoração da Universidade de Caxias do Sul por ocasião dos 15 anos de magistério na UCS. Em 1999, publicou a obra “Votos Religiosos: Consagração à Trindade, comunhão com a Igreja e missão no mundo”(Ed. Vozes). Neste mesmo ano, lançou, em co-autoria, a obra “ Normas técnicas para apresentação de trabalhos científicos”.
Frei Silvestre, pessoa culta e extremamente dedicada tanto na pastoral, quanto no magistério, sempre foi muito admirado pelo povo e pelos alunos.
Na madrugada de 22 de junho, sentindo fortes dores, após ser atendido e medicado pela Emercor na Casa Provincial, foi levado ao pronto-atendimento do hospital Pompéia, em Caxias do Sul, onde foram feitos exames investigativos. Às 14h30min. foi submetido a uma cirurgia, constantando-se uma “trombose mesentérica com septemia”, e às 18h30min. da sala cirúrgica foi conduzido à Unidade de Tratamento Intensivo. Foi grande o cuidado e empenho para restabelecer a saúde de frei Silvestre, que veio a falecer às 04 horas de 28 de junho na UTI do hospital Pompéia, de “trombose mensentérica com septemia” (trombose intestinal, que evoluiu para uma infecção generalizada).
Seu corpo, acompanhado por um grupo de confrades, incluindo o governo provincial, foi transladado para Maravilha, Santa Catarina, onde residem seus familiares.Manifestações de solidariedade à família podem ser enviadas para f.gialdi@mhnet.com.br
BELA MENSAGEM – Abaixo, mensagem “viver bem” que frei Silvestre enviou para familiares e amigos em 30/05/2005, com a observação: “bela mensagem. Frei Silvestre”.
Nossa prece continua subindo ao céu:
Senhor, doador da vida, recebe no teu Reino este teu filho e nosso irmão Silvestre, que dedicou sua vida na construção da Paz e do Bem! Na surpresa da visita da irmã morte, acolhemos, na dor da separação, os teus desígnios, na certeza de que a morte segunda não lhe falará mal, porque foi encontrado na tua santíssima vontade. Confiando em ti, Pai, misericordioso, renovamos nossa disponibilidade: faça-se a tua vontade hoje Amém.
Ligando o computador, às 5:30, a cor da tela mudou, ficou azul celeste, e um novo anjo esvoaçava nos céus. Era o Silvestre que decidiu brilhar, com o raiar do novo dia, nas constelações celestes. À família Gialdi minha prece e minha gratidão por terem entrado na minha vida, na forma da amizade fraterna de Silvestre. Deus o acolha!
Silvestre, o homem bom, partiu!
Foi receber a recompernsa de quem sempre afirmou
Vale a pena ser livre, compreensivo e bom.
O pedagogo deixou de falar, para se fazer eloquente testemunho.
O sacerdote se ofereceu como hóstia de fidelidade e amor.
O idealista realizou o definitivo e eterno sonho.
O filósofo, pensou a vida para acolher a ressurreição.
O homem das boas intencionalidades está na mente de Deus.
O amigo e confrade nos olha a cada um de maneira própria.
O orante, ora por seus alunos e ex-alunos, confrades, familiares e amigos.
O alegre e entusisasta nos acena com o Até Logo da Paz e do Bem!
O inquieto pensador encontrou resposta a toda as suas perguntas.
O dedicado a todos é surpreendido pelo infinito amor de Deus.
O educado, polido e fraterno trocou as vestes do tempo pelas auras da eternidade.
O estudioso se encontra com Francisco e estão dizendo um do outro:
Foi Deus que em nós fez maravilhas e isto nos basta.
O Clariano encontrou Clara a lhe dizer  – Não podíamos mais esperar!
A família Gialdi ficou mais feliz na terra, porque aumentou no céu.
Cristo, ao se encontrar com Silvestre, lhe diz  – Que Maravilha, você por aqui?!
Com as Igrejas Católica e Luterana de Maravilha,
Silvestre festeja, com Cristo jun to do Pai – o Finalmente Somos Um.
Aquele que nos disse  – vale a pena sermos bons
Agora nos diz – Vale a pena em Cristo sermos um.
As nossas orações para Silvestre continuar aqui
Foram vencidas pelo amor de quem nos amou até o fim.
Nosso estreito egoísmo foi vencido pelo infinito amor de Deus!
Silvestre, parabéns, obrigado, não esqueças de ninguém! 
Porto Alegre, 28 de julho de 2005.

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