América do Sul reelege apenas Merlo e Borghese. Longo, preterido para o Senado, pode ainda entrar. Surpresa com Lorenzato

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Os prováveis integrantes do Parlamento Italiano segundo os eleitores da América do Sul: Borghese, Sangregorio e Lorenzato; Longo ou Becchi, e os senadores Merlo e Cairo. (montagem sobre fotos perfil Facebook)

Ricardo Merlo (Maie) e Adriano Cario (Usei) no Senado; Mario Borghese (Maie), Eugenio Sangregorio (Usei), Luis Roberto Lorenzato (Lega) e Fausto Longo (PD) (ou Alberto Emilio Becchi, também do PD) na Câmara de Deputados. Esta é a composição provável que a comunidade italiana da América do Sul estaria mandando ao novo Parlamento Italiano, faltando apenas 113 urnas a serem escrutinadas.

Os cálculos de Insieme foram confirmados por especialista em coeficientes eleitorais e traça um quadro totalmente estranho às expectativas da maioria dos analistas. Esse quadro só mudaria no caso de as urnas ainda não escrutinadas apresentarem desenho absolutamente diverso daquele até aqui demonstrado nas apurações.

No final da tarde de hoje, além de Fabio Porta, que era tido como favorito para o Senado e amarga uma derrota não esperada, também a ex-deputada Renata Bueno “atirava a toalha” e entrava em “crise de choro”, segundo informação fornecida por militante da coligação “Civica Popolare” que amargava uma antepenúltima colocação no percentual dos 285.414 votos abocanhados pelos nove partidos em disputa na América do Sul.

A maior surpresa de todas, entretanto, é a consagração, já tida como certa, do candidato paulista Luis Roberto di San Martino Lorenzato di Ivrea que, apesar de seus menos de oito mil votos até aqui confirmados, é favorecido pelos mais de 33 mil votos atribuídos à sua coligação ‘Lega-Forza Italia-Fratelli d’Italia con Giorgia Meloni’, que pontificava na quarta colocação, com 11,66% dos votos.

Na posição seguinte, fica a Unital, com 20.467 votos ou 7,17% do total de votos da América do Sul, seguindo-se, na ordem decrescente, a coligação ‘Liberi e Uguali”, com 6,13% dos votos; coligação ‘Civica Popolare Lorenzin’, com 5,78% dos votos; ‘Movimento 5 Stelle’, com 4,71% dos votos e, por fim, ‘Più Europa’, com 1,20% dos votos.

Entre os mais altos percentuais obtidos está em primeiro lugar o Maie – ‘Movimento Associativo Italiani all’Estero’, com 28,45% do total dos votos da América do Sul, seguido de Usei – ‘Unione Sudamericana Emigrati Italiani’, com 18,98% dos votos, deixando em terceiro lugar o PD – ‘Partito Democratico’, com 15,87% dos votos.

Embora a apuração dos votos tenha terminado já cedo, a publicação oficial dos resultados no site do Ministério do Interior italiano estava emperrada desde o final da tarde, por motivos não sabidos.

De Roma, onde se encontra desde o dia 3, para acompanhar a apuração das eleições (inclusive enviando imagens a Insieme), Daniel Taddone, que foi candidato a deputado pela Unital – ‘Unione Tricolore America Latina’, assim comentou a respeito do time de eleitos: “Participar das eleições deste ano foi uma belíssima experiência. Embora o meu resultado não tenha sido aquele que eu almejava, ter recebido o apoio de tanta gente de maneira absolutamente voluntária foi algo muito gratificante. Infelizmente o time de eleitos não era aquele que eu imaginava e o dinheiro continua sendo o grande definidor de quem ganha ou perde, o que é desanimador. Todavia, agora é hora de recompor energias e ver o que o futuro nos reserva”.