Começa a mudança: Brasil fica com três dos cem primeiros novos contratos temporários para os consulados

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Fac simile da parte superior do comunicado à imprensa do Maie.

Dos cem novos trabalhadores anunciados para os consulados italianos no mundo, três apenas virão para o Brasil, anunciou há pouco o Maie – ‘Movimento Associativo Italiani all’Estero’ em um comunicado à imprensa. No total, 20 deles virão para a América do Sul, onde a Venezuela ficará com sete e a Argentina, seis.

“Trata-se apenas da primeira ‘fornada’ – diz o comunicado – numa segunda virão muitos outros e serão enviados para outros tantos consulados  de tal forma que os serviços consulares nas sedes em situação mais crítica melhorem consideravelmente”.

O comunicado, redigido em italiano e em espanhol, é acompanhado de uma imagem com uma revoada dos “frecce rosse” (flechas vermelhas – os aviões italianos correspondentes à nossa Esquadrilha da Fumaça) contra um céu azul, sob o título “Inversão de tendência: italianos no exterior, estão chegando os primeiros cem ‘contrattisti’ (trabalhadores sob contrato pelas leis locais, no caso do Brasil, “celetistas’) para os consulados”. Na verdade, o comunicado do partido reproduz a matéria do site.

A matéria é assinada por Luca Dassi, e remete o leitor ao site “Italia Chiama Italia”, fundado por Ricky Filosa, atual porta-voz do subsecretário Ricardo Merlo, das Relações Exteriores e Cooperação Internacional. “Prossegue a mudança nascida com o atual executivo também no que diz respeito aos italianos no mundo – diz o subtítulo do comunicado – até há poucos dias considerados sempre a última roda do carro”.

Num vídeo recente, o senador Merlo anunciava para ainda este ano os primeiros cem novos empregados para a rede consular. A novidade do comunicado reside apenas no fato de definir o número que será destinado a cada consulado sem, entretanto, informar quando eles serão, efetivamente, contratados. Esse pessoal anunciado, ao que se sabe, estaria dentro do orçamento gerado a partir da devolução de 30% dos recursos arrecadados com a “taxa da cidadania”.

CORREÇÃO (realizada às 9h56min de 25/07/2018)a contratação anunciada nesta matéria nada teria a ver com a “taxa da cidadania”, uma vez que os recursos da emenda dos 30%, ao que se informa, destinam-se “exclusivamente à contratação de digitadores, excluindo funcionários contratados localmente e funcionários de carreira (concursados)”. A emenda dos 30% diz, textualmente: “(…) Le somme accreditate ai consolati sono destinate al rafforzamento dei servizi consolari per i cittadini italiani residenti o presenti all’estero, con priorità per la contrattualizzazione di personale locale da adibire, sotto le direttive e il controllo dei funzionari consolari, allo smaltimento dell’arretrato riguardante le pratiche di cittadinanza presentate presso i medesimi uffici consolari”.

O corpo da matéria diz que “também para os italianos no exterior a mudança está acontecendo. Depois de anos de cortes e de desmanche da rede consular, estão para chegar cem “contrattisti” nas diversas sedes diplomáticas italianas no mundo. Pessoal que tornará mais rápido o trabalho da rede consular e que, nas sedes onde chegarão, levarão uma bocada de oxigênio”.

A seguir, fornece os números: no velho continente: Reino Unido, 16; Rússia, 6; Espanha, Suíça, Turquia e Bélgica, 3 para cada um; um em cada sede dos Países Baixos, Bulgária, Áustria, Ucrânia, Alemanha, Finlândia, Malta e Suécia.

Na América do Sul, virão 6 para a Argentina, 3 para o Brasil (não há indicação para quais consulados, que são 7 no total), 7 para a Venezuela, 2 para a Colômbia, e um para o Equador e Chile, respectivamente.

Na América do Norte, os Estados Unidos ficará com 4 e o México com 2, enquanto que para a área da Ásia e Oceania irão 4 para a China, dois para cada sede dos Emirados Árabes, Paquistão, Indonésia e Japão, respectivamente, e um para cada sede do Azerbaixão,  Uzbequistão, Jordânia, Líbano e Austrália.

Na África, a Etiópia ficará com 3, a Guiné com 2, e um para cada sede da Costa do Marfim, Zimbabwe, Nigéria, Quênia, Marrocos, África do Sul e Líbia.   

No site acima referido, mais tarde, foram acrescentadas mais informações: “Isso não termina aqui. No próximo ano, mais cerca de 200 novos funcionários de carreira vão ser nomeados para diversas funções, seja nos quadros internos da Farnesina, seja nas sedes diplomáticas fora da Itália. Também com a contribuição desse pessoal será possível tornar mais rápidos os trabalhos em favor de nossos concidadãos residentes no exterior”.

E mais: “Está contente o subsecretário das Relações Exteriores, senador Ricardo Merlo, segundo quem a primeira remessa dos cem ‘contrattisti’ é um ótimo sinal, a confirmar as novas perspectivas que poderemos realizar com este governo. Vamos dar energia aos italianos no mundo, ofereçamos a eles serviços dignos da Itália que cresce”.