Italocam homenageia personalidades com o ‘Premio Affari’ e Pallaro vê nos 250 milhões de itálicos a arma contra o ‘italian sounding’

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“O ‘italian sounding’ está roubando de nós o marketing e a venda de nossos produtos originais italianos”, e a força para mudar essa tendência está no ‘italian style’ ou no ‘Italian taste’, se abraçados pelos 250 milhões de itálicos fora da Itália, que vivem ao redor do mundo, afirmou o presidente da Italocam – Câmara Ítalo Brasileira de Indústria e Comércio do Paraná, Francesco Pallaro, ao discursar durante a solenidade de entrega do “Prêmio Affari 2017”.

O evento, em sua quinta edição, aconteceu na noite de 23 último, no salão nobre da Sociedade Giuseppe Garibaldi, em Curitiba, com a participação de cerca de 300 pessoas. Na oportunidade foram homenageados Carlos Gusso (Mérito Empresarial), Edson Luiz Campagnolo (Mérito Associativo), Francesco Serale (Mérito Pedagógico), e Paulino Viapiana (Mérito Cultural).

À solenidade, seguida de jantar, compareceram, entre outras autoridades e convidados, o cônsul geral da Itália em Curitiba, Raffaele Festa; Sara Ferrò, representando o embaixador Antonio Bernardini; os deputados no Parlamento italiano Fabio Porta (PD), Renata Bueno (Usei) e Adriana Galgano (Mixto); o deputado Rubens Bueno; o presidente da Câmarta Ítalo Brasileira de Santa Catarina, Renato Timm Marins; e o representante do governo do Estado do Paraná, secretário da Agrigultura e Abastecimento, Norberto Anacleto Ortigara.

Segundo Pallaro, “a Itália tem uma rede forte no Brasil”, composta por uma malha diplomática ampla, uma ‘presença cameral ativa em todo o território e com instituições culturais e educacionais sempre presentes. “Todos trabalhamos na mesma direção – a internacionalização do ‘Made in Italy’.

Entretanto, esse ‘Made in Italy’ e “nossos produtos DOC”, estão sofrendo, conforme observa Pallaro, ameaças em todo o mundo do chamado “italian sounding”, onde o “Aceto Balsâmico di Modena” nada tem de balsâmico, ou o “parmesão” nada tem de “parmigiano” e, ainda outros produtos, como o mussarela se faz passar por “mozzarella” sem ao menos ser escrito da mesma forma. “Hoje o mundo inteiro está invadido pelo parmesão americano”, observou Pallaro em seu discurso.

O presidente da Italocam disse que dos 250 milhões de itálicos (enquanto a Itália conta cerca de apenas 60 milhões de italianos, nem todos italianos), uma boa parte está no Brasil e perguntou: “Isso não seria um diferencial importante para lutar contra o ‘italian sounding’?. É triste – acrescentou ele – mas no mundo inteiro está acontecendo esse fenômeno que, em outras palavras, se apropria de marcas e nomes italianos sem a garantia de qualidade, do ‘italian taste’ na gastronomia e no vinho de qualidade.

Valorizando e diferenciando, por exemplo, “il parmigiano”, os itálicos no Brasil e no mundo inteiro podem mudar essa tendência, para “ter a certeza de que atrás de cada nome italiano existe um produto italiano original”, disse Pallaro” ao enaltecer, em seu discurso, também o perfil dos homenageados da instituição que preside.

Falaram na oportunidade, ainda, o cônsul Raffaele Festa, a representante do embaixador Bernardini para informar iniciativas da embaixada nos campos econômico e comercial, os deputados Fabio Porta e Renata Bueno, além da deputada italiana Adriana Galgano, que acompanhava Bueno. Falou para dar a saudação do governador Beto Richa o secretário Ortigara e, em nome dos homenageados, para agradecer, o jornalista Paulino Viapiana.